Cadeira Nadyr.
Cadeira autoral em jequitibá-rosa maciço, com assento e encosto em couro natural — modelado ou trançado à mão. Duas versões: natural e ebanizada.
Uma peça que
carrega um nome.
Apresento a Cadeira Nadyr — uma peça que carrega o nome da minha avó, e muito da sua presença. Cresci com ela ao meu lado, à mesa, entre cafés e conversas, onde aprendi, mesmo no silêncio, o que era ser forte.
Foi também numa cadeira que me despedi dela pela última vez. Essa lembrança virou forma: uma homenagem que se fez matéria, traço, gesto e memória — presença e ausência se encontram aqui, na firmeza do couro e no calor da madeira.
A mesma estrutura, dois acabamentos — uma escolha de quem recebe a peça.
Da bancada
ao trançado.

O desenho da peça é transferido para a madeira maciça antes do corte.

A talha do encosto é feita à mão, peça por peça, até a curva ganhar forma.

A estrutura é colada e presa em morsas até a cola curar por completo.

O couro é cortado sobre o molde, acompanhando o desenho do assento e do encosto.
Dois materiais,
duas cores.
A firmeza do couro. O calor da madeira. A delicadeza do trançado.
O calor da madeira — maciça, leve e feita para durar, na base de toda a peça.
A firmeza do couro — modelado numa versão, trançado à mão na outra.
Onde a mão
se vê.

Cada tira de couro é trançada à mão sobre a estrutura do encosto, tira por tira.

A curva da perna recebe o assento num encaixe só, sem parafuso aparente.

Pinos de madeira marcam, por fora, onde a perna se encontra com o assento.
Do risco no chão
à cadeira.
O desenho da peça, riscado em escala real no chão da oficina antes do corte.
A cadeira executada, na versão ebanizada com encosto trançado à mão.
Uma lembrança
que virou forma.
Presença e ausência se encontram aqui: a firmeza do couro, o calor da madeira, a delicadeza do trançado. Uma homenagem que se fez matéria, traço, gesto e memória — uma cadeira leve, feita para durar, em duas versões: natural e ebanizada.

Mais ângulos.






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